FILO/2009
BALANÇO
Público de 90 mil pessoas assistiu às atrações do FILO 2009
Festival Internacional de Londrina mantém a qualidade artística da programação, apostando em novidades e levando teatro às ruas
A edição 2009 do Festival Internacional de Londrina (FILO) terminou no domingo, dia 21, com a apresentação de três espetáculos para platéias variadas. Um público estimado em 90 mil pessoas acompanhou os 17 dias de evento, em 112 apresentações de 54 espetáculos e 14 shows dos cinco Pontos de Encontro do Festival. Londrina recebeu 51 companhias de oito países.
Artistas da Itália, Rússia, Espanha, Argentina, Cuba, França, Alemanha/EUA e Brasil levaram os mais variados espetáculos a 25 espaços, entre teatros e salas alternativas, shoppings, praças, parques, ruas e locais públicos de Londrina, chegando à cidade vizinha Ibiporã.
Grupos de seis estados brasileiros e Distrito Federal mostraram um panorama das artes cênicas em quatro regiões do País. Este ano, o FILO organizou 22 atividades formativas, atendendo um público de 800 pessoas. Seis projetos socioculturais foram desenvolvidos na comunidade e em instituições, envolvendo 112 participantes. Nas ruas, o público acompanhou 14 apresentações de oito espetáculos.
Em um ano em que a crise chegou a afetar eventos em todo o País, o FILO surpreendeu. Na opinião do diretor Luiz Bertipaglia, apesar de ter sido realizado com menos recursos do que nos anos anteriores, o FILO 2009 alcançou o público esperado e teve atrações condizentes com a tradição de qualidade do evento.
“Trouxemos, por exemplo, um dos melhores grupos de clown do mundo, o Teatr Licedei, da Rússia, que encantou o público que lotou o Teatro Ouro Verde nos três dias de apresentação. Quem já viu outros trabalhos do Licedei sabe que eles evoluíram muito, principalmente tecnicamente, utilizando com maestria e inovações cênicas um estilo próprio de fazer teatro”, diz.
Duas importantes estréias nacionais marcaram a programação: a do espetáculo “Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças”, do Ballet de Londrina, e “Os Figurantes”, montagem da Casa Laboratório para as Artes do Teatro (SP), dirigida por Cacá Carvalho.
“Apesar de não ser um festival de estréias, o FILO pode e deve promover grupos estáveis e, se for o caso, suas estréias. Neste ano, acho que acertamos em cheio”, comenta Bertipaglia. “No caso do Ballet de Londrina, vimos um espetáculo de grande qualidade e amadurecimento. A Casa Laboratório apresentou um espetáculo que visivelmente terá uma grande trajetória”.
Novidades
Duas novidades na edição 2009 do FILO foram o debate “Acessibilidade para a Democratização da Cultura” e o encontro VOZ.PERFORMANCE.JOGO.POESIA.CORPO, que tiveram destaque na programação e na atenção do público.
A discussão levantada no Debate vem ganhando repercussão em todo o País. Nesta atividade, que reuniu representantes de entidades e artistas, foi tirada uma carta que está sendo enviada às curadorias de eventos artísticos de todas as áreas, solicitando a inclusão de espetáculos e/ou projetos relacionados a pessoas com deficiências em sua programação.
Na opinião de Luiz Bertipaglia, o tema “inclusão” foi bem recebido pelo público. “Quem acompanhou a programação especificamente preparada para alavancar esta discussão entendeu a intenção do Festival”, comenta. Ele diz que os espetáculos selecionados (“Ninguém Mais Vai ser Bonzinho”, do grupo carioca Os Inclusos e os Sisos; “Judite Quer Chorar, Mas Não Consegue”, do ator-bailarino baiano Eduardo O. e “Cenas da Vida”, do londrinense GTPAÊ) foram elogiados pelos espectadores. “O debate também foi muito proveitoso, inclusive com a elaboração da carta do FILO que já está circulando pelo Brasil, na qual pedimos uma especial atenção ao tema”.
Segundo Paulo Braz, coordenador do Debate, a proposta tirada no FILO vem recebendo não só congratulações, mas também pedidos de inclusão de assinaturas de entidades de várias partes do País. “A repercussão foi tão boa que na edição 2010 do FILO certamente vamos ampliar as discussões sobre o tema”.
Vozes
O encontro VOZ.PERFORMANCE.JOGO.POESIA.CORPO reuniu em Londrina grandes artistas internacionais: os italianos Enzo Minarelli e Matteo Belli, o norte-americano, radicado na Alemanha, David Moss, e a espanhola Fátima Miranda.
Para Luiz Bertipaglia, o FILO sempre abrigou em sua programação propostas inovadoras, experimentais e provocativas. “Esse encontro foi uma aposta da direção do Festival que acredito ter sido muito bem recebida pelo público”, diz. “Com certeza houve o estranhamento - já esperado - por tratar-se de uma novidade. No entanto, quem acompanhou a programação com o olhar de um evento dentro do evento FILO entendeu a proposta e aproveitou muito as atrações”.
Como em toda proposta ainda não experimentada, destaca o diretor, há correções e observações a serem feitas. “De modo geral, penso que foi muito gratificante ter realizado o encontro. Já recebemos retorno de público elogiando alguns dos artistas participantes”.
A curadora e idealizadora desta atividade, Janete El Haouli, ressalta que o encontro trouxe a Londrina, pela primeira vez, quatro artistas dedicados a tendências distintas, mas que, ao mesmo tempo, têm pontos em comum. “Eles são pesquisadores da voz, sob o ponto de vista artístico e científico”.
A inquietação que trabalhos tão instigantes provocaram no público do FILO foi o ponto mais importante do encontro, na opinião da curadora. Ela também salienta o fato deste evento reunir criadores que buscam múltiplas formas de se expressar, proporcionando um panorama diversificado do uso experimental da voz, incluindo em seus trabalhos elementos de culturas e sociedades diferentes.
Atividades e projetos
Uma diversificada programação de atividades formativas marcou o FILO 2009. Foram três palestras, nove oficinas, quatro bate-papos, duas demonstrações de trabalho, uma mesa redonda e uma aula-conferência.
Segundo Adriane Gomes, uma das coordenadoras dessa programação, as atividades formativas são dirigidas, principalmente, a estudantes de Artes Cênicas e integrantes de grupos de teatro, participantes ou não da programação artística do Festival.
“Nessas atividades cria-se uma relação que vai além daquela estabelecida durante as apresentações dos grupos e artistas. Os participantes têm a oportunidade de estar frente a frente com criadores e encenadores. Este contato é fundamental para a formação dos estudantes e grupos locais”, diz.
Outro trabalho de formação – e de inclusão – realizado no FILO são os projetos socioculturais. Em 2009, foram desenvolvidos trabalhos em quatro instituições que resultaram em seis apresentações. Os projetos foram levados aos Pontos de Cultura CEPIAC (Conjunto João Paz) e Casa das Fases (Jardim Higienópolis), Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos (ILITC) e Instituto Londrinense de Educação para Surdos (ILES).
O Festival Internacional de Londrina é uma realização da Associação dos Amigos da Educação e Cultura Norte do Paraná (Àmen) e Universidade Estadual de Londrina.
Em 2009, o evento foi patrocinado pela Petrobras - Governo Federal / Ministério da Cultura / Lei de Incentivo à Cultura, Prefeitura de Londrina / Secretaria Municipal da Cultura / Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), Funarte, Caixa Econômica Federal. Parcerias: SETI - Fundação Araucária / Governo do Paraná. Apoio: Secretaria de Estado da Cultura - Governo do Paraná, SESC-PR/Sistema Fecomércio, Embaixada da Espanha no Brasil, Instituto Goethe, Instituto Italiano de Cultura de São Paulo. "Agradecemos a todos esses importantes patrocinadores e parceiros, que por mais um ano nos ajudaram a viabilizar um evento do porte e da importância do Festival Internacional de Londrina", ressalta Bertipaglia.
A seguir, trechos da entrevista com o diretor Luiz Bertipaglia:
O que o FILO 2009 deixa como experiência a ser fortalecida ou seguida na escolha da programação? Há necessidade de ajustes?
Ajustes são sempre necessários. Uma edição nunca será igual à outra, mas acho que a programação foi bastante satisfatória para um ano de crise. Foi preciso muita criatividade para compor esta programação.
Com a experiência dos Pontos de Encontro já é possível pensar num novo formato para o Cabaré nos próximos anos?
Não. Essa foi uma fórmula testada e que poderá ser avaliada para os próximos anos. Mas o Cabaré ainda será tema de avaliação para que possamos definir sobre sua realização em 2010.
Dentro do que foi visto no FILO, quais as tendências para a criação e produção de espetáculos no Brasil?
Temos grandes criadores no Brasil. De vários estilos, com várias propostas cênicas e com muita criatividade. O FILO mostrou um pouco dessa diversidade. Acho que a produção, desde que tenha apoio necessário e espaços privilegiados, como os festivais, continuará com a qualidade vista no FILO.
Qual a importância dos festivais neste momento da Cultura no Brasil? Ainda é uma fórmula eficiente para a circulação de espetáculos?
A cada ano tenho mais certeza de que os festivais são fundamentais para a difusão da cultura e, em especial, do teatro. Sem eles, os artistas e grupos de teatro, dança, circo e música perderiam um espaço privilegiado para mostrar suas criações. O momento de um festival é principalmente o momento do encontro onde os trabalhos são colocados à prova do público e da crítica especializada. Um termômetro importantíssimo para que esses artistas avaliem o trabalho que vêm fazendo.
Quais os planos para o FILO 2010?
Realizar um festival de qualidade, que atenda aos anseios do nosso público. Algumas novidades serão divulgadas em breve.
Texto:
Jackeline Seglin/Célia Musilli
Assessoria de Imprensa FILO
Mais informações: www.filo.art.br
Público de 90 mil pessoas assistiu às atrações do FILO 2009
Festival Internacional de Londrina mantém a qualidade artística da programação, apostando em novidades e levando teatro às ruas
A edição 2009 do Festival Internacional de Londrina (FILO) terminou no domingo, dia 21, com a apresentação de três espetáculos para platéias variadas. Um público estimado em 90 mil pessoas acompanhou os 17 dias de evento, em 112 apresentações de 54 espetáculos e 14 shows dos cinco Pontos de Encontro do Festival. Londrina recebeu 51 companhias de oito países.
Artistas da Itália, Rússia, Espanha, Argentina, Cuba, França, Alemanha/EUA e Brasil levaram os mais variados espetáculos a 25 espaços, entre teatros e salas alternativas, shoppings, praças, parques, ruas e locais públicos de Londrina, chegando à cidade vizinha Ibiporã.
Grupos de seis estados brasileiros e Distrito Federal mostraram um panorama das artes cênicas em quatro regiões do País. Este ano, o FILO organizou 22 atividades formativas, atendendo um público de 800 pessoas. Seis projetos socioculturais foram desenvolvidos na comunidade e em instituições, envolvendo 112 participantes. Nas ruas, o público acompanhou 14 apresentações de oito espetáculos.
Em um ano em que a crise chegou a afetar eventos em todo o País, o FILO surpreendeu. Na opinião do diretor Luiz Bertipaglia, apesar de ter sido realizado com menos recursos do que nos anos anteriores, o FILO 2009 alcançou o público esperado e teve atrações condizentes com a tradição de qualidade do evento.
“Trouxemos, por exemplo, um dos melhores grupos de clown do mundo, o Teatr Licedei, da Rússia, que encantou o público que lotou o Teatro Ouro Verde nos três dias de apresentação. Quem já viu outros trabalhos do Licedei sabe que eles evoluíram muito, principalmente tecnicamente, utilizando com maestria e inovações cênicas um estilo próprio de fazer teatro”, diz.
Duas importantes estréias nacionais marcaram a programação: a do espetáculo “Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças”, do Ballet de Londrina, e “Os Figurantes”, montagem da Casa Laboratório para as Artes do Teatro (SP), dirigida por Cacá Carvalho.
“Apesar de não ser um festival de estréias, o FILO pode e deve promover grupos estáveis e, se for o caso, suas estréias. Neste ano, acho que acertamos em cheio”, comenta Bertipaglia. “No caso do Ballet de Londrina, vimos um espetáculo de grande qualidade e amadurecimento. A Casa Laboratório apresentou um espetáculo que visivelmente terá uma grande trajetória”.
Novidades
Duas novidades na edição 2009 do FILO foram o debate “Acessibilidade para a Democratização da Cultura” e o encontro VOZ.PERFORMANCE.JOGO.POESIA.CORPO, que tiveram destaque na programação e na atenção do público.
A discussão levantada no Debate vem ganhando repercussão em todo o País. Nesta atividade, que reuniu representantes de entidades e artistas, foi tirada uma carta que está sendo enviada às curadorias de eventos artísticos de todas as áreas, solicitando a inclusão de espetáculos e/ou projetos relacionados a pessoas com deficiências em sua programação.
Na opinião de Luiz Bertipaglia, o tema “inclusão” foi bem recebido pelo público. “Quem acompanhou a programação especificamente preparada para alavancar esta discussão entendeu a intenção do Festival”, comenta. Ele diz que os espetáculos selecionados (“Ninguém Mais Vai ser Bonzinho”, do grupo carioca Os Inclusos e os Sisos; “Judite Quer Chorar, Mas Não Consegue”, do ator-bailarino baiano Eduardo O. e “Cenas da Vida”, do londrinense GTPAÊ) foram elogiados pelos espectadores. “O debate também foi muito proveitoso, inclusive com a elaboração da carta do FILO que já está circulando pelo Brasil, na qual pedimos uma especial atenção ao tema”.
Segundo Paulo Braz, coordenador do Debate, a proposta tirada no FILO vem recebendo não só congratulações, mas também pedidos de inclusão de assinaturas de entidades de várias partes do País. “A repercussão foi tão boa que na edição 2010 do FILO certamente vamos ampliar as discussões sobre o tema”.
Vozes
O encontro VOZ.PERFORMANCE.JOGO.POESIA.CORPO reuniu em Londrina grandes artistas internacionais: os italianos Enzo Minarelli e Matteo Belli, o norte-americano, radicado na Alemanha, David Moss, e a espanhola Fátima Miranda.
Para Luiz Bertipaglia, o FILO sempre abrigou em sua programação propostas inovadoras, experimentais e provocativas. “Esse encontro foi uma aposta da direção do Festival que acredito ter sido muito bem recebida pelo público”, diz. “Com certeza houve o estranhamento - já esperado - por tratar-se de uma novidade. No entanto, quem acompanhou a programação com o olhar de um evento dentro do evento FILO entendeu a proposta e aproveitou muito as atrações”.
Como em toda proposta ainda não experimentada, destaca o diretor, há correções e observações a serem feitas. “De modo geral, penso que foi muito gratificante ter realizado o encontro. Já recebemos retorno de público elogiando alguns dos artistas participantes”.
A curadora e idealizadora desta atividade, Janete El Haouli, ressalta que o encontro trouxe a Londrina, pela primeira vez, quatro artistas dedicados a tendências distintas, mas que, ao mesmo tempo, têm pontos em comum. “Eles são pesquisadores da voz, sob o ponto de vista artístico e científico”.
A inquietação que trabalhos tão instigantes provocaram no público do FILO foi o ponto mais importante do encontro, na opinião da curadora. Ela também salienta o fato deste evento reunir criadores que buscam múltiplas formas de se expressar, proporcionando um panorama diversificado do uso experimental da voz, incluindo em seus trabalhos elementos de culturas e sociedades diferentes.
Atividades e projetos
Uma diversificada programação de atividades formativas marcou o FILO 2009. Foram três palestras, nove oficinas, quatro bate-papos, duas demonstrações de trabalho, uma mesa redonda e uma aula-conferência.
Segundo Adriane Gomes, uma das coordenadoras dessa programação, as atividades formativas são dirigidas, principalmente, a estudantes de Artes Cênicas e integrantes de grupos de teatro, participantes ou não da programação artística do Festival.
“Nessas atividades cria-se uma relação que vai além daquela estabelecida durante as apresentações dos grupos e artistas. Os participantes têm a oportunidade de estar frente a frente com criadores e encenadores. Este contato é fundamental para a formação dos estudantes e grupos locais”, diz.
Outro trabalho de formação – e de inclusão – realizado no FILO são os projetos socioculturais. Em 2009, foram desenvolvidos trabalhos em quatro instituições que resultaram em seis apresentações. Os projetos foram levados aos Pontos de Cultura CEPIAC (Conjunto João Paz) e Casa das Fases (Jardim Higienópolis), Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos (ILITC) e Instituto Londrinense de Educação para Surdos (ILES).
O Festival Internacional de Londrina é uma realização da Associação dos Amigos da Educação e Cultura Norte do Paraná (Àmen) e Universidade Estadual de Londrina.
Em 2009, o evento foi patrocinado pela Petrobras - Governo Federal / Ministério da Cultura / Lei de Incentivo à Cultura, Prefeitura de Londrina / Secretaria Municipal da Cultura / Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), Funarte, Caixa Econômica Federal. Parcerias: SETI - Fundação Araucária / Governo do Paraná. Apoio: Secretaria de Estado da Cultura - Governo do Paraná, SESC-PR/Sistema Fecomércio, Embaixada da Espanha no Brasil, Instituto Goethe, Instituto Italiano de Cultura de São Paulo. "Agradecemos a todos esses importantes patrocinadores e parceiros, que por mais um ano nos ajudaram a viabilizar um evento do porte e da importância do Festival Internacional de Londrina", ressalta Bertipaglia.
A seguir, trechos da entrevista com o diretor Luiz Bertipaglia:
O que o FILO 2009 deixa como experiência a ser fortalecida ou seguida na escolha da programação? Há necessidade de ajustes?
Ajustes são sempre necessários. Uma edição nunca será igual à outra, mas acho que a programação foi bastante satisfatória para um ano de crise. Foi preciso muita criatividade para compor esta programação.
Com a experiência dos Pontos de Encontro já é possível pensar num novo formato para o Cabaré nos próximos anos?
Não. Essa foi uma fórmula testada e que poderá ser avaliada para os próximos anos. Mas o Cabaré ainda será tema de avaliação para que possamos definir sobre sua realização em 2010.
Dentro do que foi visto no FILO, quais as tendências para a criação e produção de espetáculos no Brasil?
Temos grandes criadores no Brasil. De vários estilos, com várias propostas cênicas e com muita criatividade. O FILO mostrou um pouco dessa diversidade. Acho que a produção, desde que tenha apoio necessário e espaços privilegiados, como os festivais, continuará com a qualidade vista no FILO.
Qual a importância dos festivais neste momento da Cultura no Brasil? Ainda é uma fórmula eficiente para a circulação de espetáculos?
A cada ano tenho mais certeza de que os festivais são fundamentais para a difusão da cultura e, em especial, do teatro. Sem eles, os artistas e grupos de teatro, dança, circo e música perderiam um espaço privilegiado para mostrar suas criações. O momento de um festival é principalmente o momento do encontro onde os trabalhos são colocados à prova do público e da crítica especializada. Um termômetro importantíssimo para que esses artistas avaliem o trabalho que vêm fazendo.
Quais os planos para o FILO 2010?
Realizar um festival de qualidade, que atenda aos anseios do nosso público. Algumas novidades serão divulgadas em breve.
Texto:
Jackeline Seglin/Célia Musilli
Assessoria de Imprensa FILO
Mais informações: www.filo.art.br

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